“Incidente processual” no concurso de meios da Santa Casa

A PHD, uma das agências do Omnicom Media Group Portugal, impugnou o concurso de meios dos Jogos Santa Casa por considerar que uma das agências candidatas, a Carat, não estava a cumprir as regras do concurso público internacional. Em causa estará o facto da Carat se ter apresentado ao concurso como Carat Espanha ao mesmo tempo que apresentava documentos relativos a condições comerciais dos meios dirigidos à Carat Portugal. Na base da impugnação, está a possibilidade dos preços que os meios apresentaram à Carat Portugal poderem não ser os mesmos que seriam apresentados à Carat Espanha.O requerimento que a PHD apresentou ao júri dos Jogos Santa Casa foi indeferido no final da semana passada, podendo a Carat continuar a ser considerada na disputa por esta conta. A PHD terá feito seguir o requerimento da eliminação da candidatura da Carat Espanha para instâncias superiores ao júri do concurso.

Vítor Porto, administrador delegado dos Jogos Santa Casa, confirmou que existiu um “incidente processual” por a PHD ter entendido que “a Carat não tinha condições para concorrer como concorreu”. Segundo Vítor Porto, a PHD recorreu da decisão do júri fazendo um “recurso hierárquico”, mas esta situação “não tem efeito suspensivo do concurso”. O concurso continua a decorrer, devendo a resposta a este recurso ser dada dentro dos prazos legais, ou seja, nos próximos 15 dias.

André Freire de Andrade, CEO da Carat Portugal, explicou que para este concurso e depois de analisado o caderno de encargos, a Carat percebeu que, por toda a informação financeira que tinha que ser dada, a idoneidade e solidez financeira da agência era de grande importância para a Santa Casa. Por isso, apresentaram-se como Carat Espanha, uma agência que factura 450 milhões de euros. “A sairmos vencedores do concurso, certamente a Carat Espanha terá acordo com uma equipa de portugueses que estarão nas instalações da Carat em Lisboa”, diz André Freire de Andrade. Mas, sublinha, serão funcionários da Carat Espanha. Na opinião deste profissional, “seria uma parceria acima de qualquer suspeita”. Mas não é a opinião de todos os participantes já que, explica o CEO, “há uma agência que está activamente a tentar garantir que a Carat é desclassificada”. Mas, comenta, os requerimentos que fizeram até agora foram indeferidos.

Recorde-se que a participar no concurso público internacional estão a Interplus, a Executive Media, a Carat Espanha, a PHD e a Tempo OMD.

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