A Vodafone e a Optimus são as operadoras que chegaram a acordo com a Apple para a comercialização do iPhone em Portugal, cujo lançamento está marcado para 11 de Julho. O primeiro iPhone começou a ser vendido nos EUA em Junho de 2007 e, com a nova versão, a Apple espera vir a vender 4,5 milhões de iPhones em todo o mundo até final do ano. As duas operadoras estão já a aceitar nas lojas e nos respectivos sites reservas das versões 8 e 16 Gb do gadget da marca de Steve Jobs. A Optimus, por exemplo, já fez saber que, nas primeiras 24 horas, recebeu 1400 pedidos do iPhone.
Os números avançados pelo operador da Sonaecom são, na opinião de Pedro Oliveira, director da Exame Informática, “interessantes, mas nada de espectacular” se comparados com “plano geral do que se vende em Portugal”. O impacto que o produto apresentado ao mercado mundial pela empresa de Steve Jobs também não será significativo: “Se compararmos com o bolo global e com o volume de vendas da Nokia, o efeito será mínimo”, prossegue.
As vantagens da associação das duas operadoras ao novo gadget da Apple estão intimamente ligadas com o seu posicionamento: “O iPhone está associado a uma imagem poderosa, e é um artigo diferenciador, o que poderá dar uma projecção interessante à Vodafone e à Optimus”. Num mercado que considera ser composto por utilizadores pouco fieis às operadoras – consoante os tarifários e os modelos de telemóveis lançados – Pedro Oliveira refere não saber “até que ponto poderá existir uma migração de clientes da TMN para a Vodafone e para a Optimus”.
Embora a Vodafone e a Optimus não tenham ainda apresentado os preços de comercialização do iPhone, é previsível que este venha a custar 200 euros, o que terá sobretudo “impacto nos utilizadores de PDA e de modelos topo de gama”, diz Pedro Tróia, director da PC Guia. Os próprios PDA acabarão por “diminuir o preço e isso fará com que se produza uma certa massificação destes produtos”, acrescenta. Em relação a uma eventual transferência de clientes da TMN para as outras operadoras, Pedro Tróia considera que, a acontecer, será mais sentida nos utilizadores empresariais. “Vejo mais rapidamente esses utilizadores a mudarem de tarifário do que um utilizador normal. As pessoas são muito fiéis à sua marca porque a consideram sempre a melhor, logo não existirá uma debandada de clientes da TMN para outras operadoras”, conclui.
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