A PT quer igualdade no acesso aos conteúdos audiovisuais, com a fixação de “preços justos” que permitam às concorrentes da TV Cabo ganharem competitividade, disse à Lusa o presidente do grupo, Zeinal Bava.
“Os ‘pequenos’ operadores, que é o que nós ainda somos na televisão por subscrição, uma vez que faz apenas 90 dias que lançámos a nossa estratégia, deverão ter acesso aos conteúdos audiovisuais em igualdade de condições com os grandes operadores”, afirmou à Agência Lusa o presidente-executivo da Portugal Telecom, Zeinal Bava.
A PT, que em Abril arrancou com a massificação do Meo, o seu serviço de televisão interactiva, defende uma “concorrência saudável” entre as empresas que operam neste mercado, entendendo que “o acesso aos conteúdos em condições equitativas é vital para a dinamização deste sector e o sucesso de novas plataformas, como a Televisão Digital Terrestre”, acrescentou Zeinal Bava.
O principal concorrente da PT na televisão por subscrição é a Zon Multimédia, empresa proprietária da TV Cabo, que controla mais de 80% de mercado e actua também na área dos conteúdos (através da Lusomundo, SIC Notícias e SporTV suas participadas). A Zon, antiga PT Multimédia, fez parte do grupo Portugal Telecom até Novembro, altura em que se tornou uma empresa independente, sob a liderança de Rodrigo Costa.
O Meo, da PT, tem uma oferta de conteúdos com mais de 100 canais e um serviço de videoclube com mais de mil títulos disponíveis, mas a PT pretende reforçar esta oferta. Para tal, a PT quer que o modelo de negócio dos conteúdos seja reanalisado, através de acordos directos entre os operadores.
Neste contexto, a PT quer ter “preços justos” no acesso a estes conteúdos, através de um “modelo que não penalize novos operadores com mínimos”, ou seja, os novos operadores “só devem pagar pelos clientes que têm e não pelos clientes que ainda não têm, e os preços de revenda aos novos operadores deverão reflectir as receitas de publicidade geradas pelos canais e não devem servir para subsidiar os custos de programação dos operadores históricos no negócio de TV por subscrição”, defendeu o presidente da operadora.
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